Flavio Sausmikat, Advogado

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João Bosco Alexandrino, Advogado
João Bosco Alexandrino
Comentário · há 10 anos
Que me perdoe o Autor e que me perdoe o Joaquim Barbosa - a quem vou chamar o Homem da Chinela de Ouro. E explico. Todos nós sabemos que Joaquim Barbosa prestou ao País um grande e inestimável serviço, no julgamento dos crimes do Mensalão (vou evitar o chavão de "mensalão do PT). Mas ele poderia e deveria prestar muito melhor serviço se tivesse ficado lá, debaixo de sua toga incomodativa. Mas não. Completou o tempo de aposentar, entregou a toca de veludo. O que deixou transparecer que ele ingressou na Colenda Corte para buscar a aposentadoria nababesca. ED para mais nada. Ele se esqueceu de que o general Figueiredo - presidente militar de plantão, ao tempo da ditadura - ofereceu a seu Ministro da Justiça - Ibraim Abe Ackel - o cargo de uma vaga togada nessa Corte de togas de Veludo e ele respondeu que não estava em busca da chinela de ouro. Pois bem; indubitavelmente - na minha modesta interpretação de simples cidadão operador do direito - o crime de responsabilidade ocorreu sim. Ocorreu qdo a Presidente resolveu desrespeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal, editar decretos violando a LDO e mentir para a Nação sobre o deficit público e usou recursos dos bancos públicos, indevidamente e em desacordo com a Lei. E não importa se outros presidentes o fizeram e não foram penalizados. Não o foram porque ninguém denunciou e nenhum Juiz ou Tribunal age de Ofício. Porém, mais uma vez a Constituição foi rasgada. E pior, foi rasgada por quem competia defendê-la: Eis que o parágrafo único do Artigo 52 da Constituição Federal é imperativo ao estipular,"sic":"...... limitando-se a condenação (....................) à perda do cargo com inabilitação por oito anos para o exercício de função pública". Ora, pois. Levandowski - em conluio com Renan Calheiros e outros membros da tropa, aplicaram à Presidente defenestrada meia pena. O resultado do Julgamento sanciona o discurso mal enjambrado do golpe e expõe à Nação e ao mundo a precariedade institucional do exercício do poder, no Brasil. Isso é o resultado de uma terrível prática de manutenção do Poder pelas oligarquias dominantes e que vem desde a crise de 1.831, da menor/maior idade do Imperador Pedro II. E do esfarrapado ensinamento do Presidente de Minas Gerais, na crise de 1930 - governador, na República Velha era denominado Presidente -:" entrega-se os anéis e preserva-se os dedos "e que se denomina com a feia palavra:" Conciliação ". A meia pena aplicada - e somente com os votos dos senadores do PMDB (os mastigadores), todos envolvidos no Petrolão, tem por finalidade jogar a sujeira por debaixo do tapete. E voltemos ao ensinamento do cantor:"Ei vida de gado! Povo marcado, povo feliz".
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